Vírus Sincicial Respiratório: saiba mais!


Recentemente a mídia divulgou o caso da internação do bebê da jornalista Rafa Brites, após contrair uma infecção causada por um vírus respiratório. Por isso gostaria de compartilhar com vocês informações sobre esse vírus.

O vírus em questão é o VSR, o Vírus Sincicial Respiratório, que é um paramixovírus que causa uma infecção aguda no trato respiratório em pessoas de todas as idades, mas mais comumente em crianças.
A maioria das crianças é acometida pela doença no primeiro ano de vida e, provavelmente, todas as crianças serão expostas ao VSR até os dois anos de idade. Várias infecções podem ocorrer durante a vida, mas, geralmente, na primeira infecção as vias respiratórias inferiores (brônquios, bronquíolos e pulmões) são mais acometidas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) esse vírus é responsável por cerca de 60 milhões de infecções com 160.000 mortes anuais em todo o mundo.

No Brasil, estudos em diversas regiões do país e os dados de hospitalização mostram que a bronquiolite é a principal manifestação clínica doença.

Os principais grupos de risco entre as crianças são os prematuros, os portadores de doenças cardíacas congênita e portadores de doenças pulmonares crônicas, especialmente causadas pela prematuridade. Os picos principais da doença ocorrem em épocas frias ou de mudanças bruscas do clima.

Os sintomas se assemelham ao de um resfriado comum ou de uma gripe, com coriza, tosse, febre baixa, dor na garganta e dor de cabeça.

Geralmente a doença é auto-limitada e se resolve por si só sem complicações. Porém, se a doença progredir, pode atingir os brônquios e bronquíolos respiratórios, tornando-se um quadro grave, especialmente em crianças menores de 1 ano. Tal quadro se caracteriza por tosse intensa, febre alta, dificuldade respiratória, chiado no peito, fraqueza e falta de apetite. A infecção viral, em casos graves, pode se associar a uma infecção bacteriana secundária. 

O diagnóstico é feito através do quadro clínico do paciente associado à uma radiografia de tórax, que confirma. A transmissão se dá como a da gripe, por via respiratória, pelas mãos ou por contato direto, daí a importância de se lavar as mãos sempre e evitar aglomerados de pessoas.

O tratamento pode ser feito em casa, nos quadros simples, ou através de medicamentos administrados em ambiente hospitalar, necessitando de internação, nos casos graves e/ou com infecção bacteriana associada.

P.S:  Considere que a dor de ouvido dos bebês e das crianças pequenas pode ser sintoma de uma infecção aguda da orelha média, que ocorre quando o vírus sincicial respiratório penetra nos espaços atrás do tímpano.

Espero ajudar com esse esclarecimento e espero participação de vocês aqui através dos comentários, inclusive com sugestões para os próximos posts.

Terça-feira nos encontraremos novamente, até lá!













Kellen Nobre, 27 anos
Mãe do Miguel (9 meses)
Graduanda em Medicina (último período) 
Apaixonada pelo mundo materno-infantil
Instagram: @dicasdemaedeprimeira

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